<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6868840187958586846</id><updated>2011-07-08T06:34:52.830-07:00</updated><title type='text'>Disritmia Congênita:</title><subtitle type='html'>transtorno no ritmo das ondas elétricas cerebrais ligado a uma afecção neurológica hereditária</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>André Gurjão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16945259461319883255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>14</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6868840187958586846.post-5943602816058358232</id><published>2010-01-04T10:34:00.000-08:00</published><updated>2010-01-04T10:37:34.620-08:00</updated><title type='text'>Sofrimento</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/S0I1YLJtFgI/AAAAAAAAAbQ/OR2xXxb3-dk/s1600-h/blogthis.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 149px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/S0I1YLJtFgI/AAAAAAAAAbQ/OR2xXxb3-dk/s400/blogthis.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422955590734124546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dorme a noite incólome por detrás do riso. Ressentido e descrente de tudo que enxergo, se é que enxergo, se é que me pertence, caminho adiante até os calcanhares das noites de vales escuros; fortemente sensibilizado com o som e o sono de minha própria voz. Estou sozinho com a escuridão que se preenche envolta num cobertor de frio. Migro, inerte de tanta dor, para dentro deste ar pesado que se encontra no vácuo, sem haver esquiva. - A noite, esta cega pusilâmine, se preenche e se esvazia por si só, todos os dias. &lt;i&gt;Que há mais a frente? &lt;/i&gt;&lt;br&gt; &lt;br&gt; Surge, mais uma vez, o velho de rugas que reconheço de pronto. Sou eu ali ao lado. &lt;i&gt;Será que pretendo mesmo ser?&lt;/i&gt; Já me conheço e nunca me esqueço. Sinto, apenas, a compaixão do monge cego na caverna e ofereço o pescoço como reconpensa; sem o regurgirtar solapos do medo. Tudo me preenche e tudo me esvazia: não há canais para mais adiante ou num compassado tempo. &lt;br&gt;&lt;br&gt; Pertenço à morte, e aquela damizela, que oferece os orifícios aos desavizados, de trapos limpos e muito antes tocados, me pertence. Ela bebe, num crânio vazado por foramens, ao meu sofrimento. Quem quiser se envaidecer com este lirismo decotado, que &lt;i&gt;se entregue aos beijos lacivos de uma serpente e silencie meus gritos mudos&lt;/i&gt;;certamente há de encontrá-los. Aos tolos, digo apenas que não será qualquer vale sombrio que trará convulsões ao silêncio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6868840187958586846-5943602816058358232?l=disritmiacongenita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/feeds/5943602816058358232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6868840187958586846&amp;postID=5943602816058358232' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default/5943602816058358232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default/5943602816058358232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/2010/01/sofrimento.html' title='Sofrimento'/><author><name>André Gurjão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16945259461319883255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/S0I1YLJtFgI/AAAAAAAAAbQ/OR2xXxb3-dk/s72-c/blogthis.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6868840187958586846.post-7636751288300624419</id><published>2009-04-02T17:58:00.000-07:00</published><updated>2009-04-02T18:02:55.056-07:00</updated><title type='text'>(Holiday Inn) Segurança</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/SdVf9sq34GI/AAAAAAAAAY4/DabaLiMw2lw/s1600-h/Old_Town_Street_by_Kefasek.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320264048375750754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 312px; CURSOR: hand; HEIGHT: 188px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/SdVf9sq34GI/AAAAAAAAAY4/DabaLiMw2lw/s400/Old_Town_Street_by_Kefasek.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Qualquer calçada é vazia e escura à noite. Varia apenas quando alguns condomínios decidem por um sensor de movimento que ilumina o trajeto assim que um transeunte, feito eu agora, decide irromper o silêncio com passos e movimento. A luz é segurança, a escuridão incerteza permeada de medo. No vai e vem de empregados e empresários, os únicos ruídos conhecidos são os dos carros que tornam o trajeto um pouco mais familiar; embora sempre receoso de qualquer atropelamento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A calçada de frente para qualquer prédio próximo ao meu é construído por pequenas pedras que medem no máximo uma ou duas polegadas de largura e uma de altura. As guaritas altas são apenas acessíveis por botões ou vozes que sinalizam a chegada de alguém. Ouvem-se estalos quando um dos dois portões abre. O primeiro é segurança para quem vem, o segundo segurança para quem está.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quando se quer, enfim, ficar mais próximo ao local onde dezenas de pessoas comuns moram, cidadãos confiáveis que pagam taxas ao administrador do condomínio para poder definir quem desejam entrar, é preciso ser identificado ou identificável. Até eu mesmo fico desconfiado que este é mesmo o meu prédio, que posso entrar. Os porteiros são espécies de colegas que reconhecem nossas vozes quando sinalizamos um assobio ou soltamos grito de uma onomatopéia. Raramente chamamo-los pelos nomes, embora, pelo acesso a documentos e pelo trato diário, sabem-nos todos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Até eu mesmo, figura de aparente 23 anos, me sinto observado por um deles quando cruzo a frente de qualquer prédio. Obviamente, o homem que deveria fiscalizar a entrada e saída de pessoas não precisa se preocupar em me ver. Há milhares de alarmes, censores, câmeras e cercas elétricas que visam funcionar melhor do que qualquer olhar treinado humano neste ponto. O ser que abre ou fecha portões está quase sempre assistindo televisão na guarita, conversando com moradores ou dormindo, função desempenhada por estes e odiada pelos moradores quando chegam mais tarde. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O espaço físico e interior acastelado tornou-se sinônimo segurança pela tecnologia das empresas que cobram determinado valor pelo serviço que prestam. Os contratantes ficam satisfeitos, os contratados abonados. Só se for necessário, aí sim um ser humano posicionado em potente ação, agora armado, autorizado e dirigindo um veículo vai averiguar a “ocorrência”. Interessante que, nos últimos anos, estamos tão cientes das gírias policias quanto nos interessamos por cultura de massa. Consumimos em massa, embora busquemos sempre viver sem o contato imediato dela.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;No espaço de dentro ainda sou fiscalizado, no trajeto até o elevador, e no elevador, sei da possibilidade de alguém acessar minha imagem enquanto espero fim dos meus passos chegarem. Exceto em cada andar, onde a quantidade de imagens se tornaria exaustiva e desnecessária, e dentro de meu apartamento, onde a lei e o interesse garantem privacidade, poderei desenvolver o mínimo de tranqüilidade e intimidade plena, o olho de uma câmera não vai me observar. Sempre me garantido pelas cortinas a barrar possíveis olhares curiosos vindo de qualquer direção pelas janelas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Eu tiro a roupa, a camisa e o sapato logo que entro. Quero estar nu de possibilidades que no contar dos dias parecerão sempre possíveis. Um assalto, um roubo, um atropelamento. Quero estar nu do meu medo, nu das minhas obrigações, do meu censo de justiça e correção. Quero estar ausente do contato que sempre evito antevendo o provável, quero me limpar do sujo que é a rua e tornar-me limpo como a casa. Seguro, nu, limpo: por pelo menos oito horas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6868840187958586846-7636751288300624419?l=disritmiacongenita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/feeds/7636751288300624419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6868840187958586846&amp;postID=7636751288300624419' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default/7636751288300624419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default/7636751288300624419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/2009/04/holiday-inn-seguranca.html' title='(Holiday Inn) Segurança'/><author><name>André Gurjão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16945259461319883255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/SdVf9sq34GI/AAAAAAAAAY4/DabaLiMw2lw/s72-c/Old_Town_Street_by_Kefasek.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6868840187958586846.post-3883177482687000261</id><published>2009-03-21T13:30:00.000-07:00</published><updated>2009-03-21T13:38:38.116-07:00</updated><title type='text'>A estranha farsa do Amor Perfeito</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/ScVPwXzw6RI/AAAAAAAAAYw/escCxhYwP2A/s1600-h/Tristan_and_Isolde_29+copy.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315742627624184082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 239px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/ScVPwXzw6RI/AAAAAAAAAYw/escCxhYwP2A/s400/Tristan_and_Isolde_29+copy.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/ScVPVcU06TI/AAAAAAAAAYo/Du0dLRyX8oM/s1600-h/Tristan_and_Isolde_29+copy.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;Estranho e necessário que passado algum tempo verdades surgem retornando, uma a uma, à frente, a olhos vistos. Quem imaginaria que depois de quase oito anos fosse necessário falar sobre o passado?! Reviver antigos sentimentos; reavivar adormecidas emoções, quando o mais fácil, e, sem dúvida, o mais natural, é repousar assuntos antigos na gaveta da escrivaninha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torná-las, então, fábulas, como num passado já muito antigo; entretê-las, como temos feito com outras pessoas, dentro dos sonhos; desperdiçá-las, enquanto história constituinte no momento em que percebemos que, sim, nada de físico aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem desejamos trazer à tona que aqui não está? Nós mesmos ou os outros? Que trajeto, obscurecidos por tantas outras razões, sentimentos e sensações que nos prenderam já diante do outro, retornaram? Qual a parede semitransparente que, uma vez lá, permite serem reveladas fatos e desejos como num confessionário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A internet? A internet é muito pouco, daqui a algum tempo, talvez ainda quando nossos corpos se mantiverem quentes, terá passado como passou a invenção do rádio, do telefone, da lâmpada,...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos falando tudo ou ainda sentimos vergonha?! Mas vergonha de quê se a parede e o anonimato, de tão poucos elos ligando trajetos de vida tão diferentes, inclusive por cidades, nos detêm como entre o sono e a vigília?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, se um acelerador potente daqueles dos primeiros filmes sobre a Fórmula 1, com seus automóveis circulando velozmente em Mônaco, fosse possível para a relações humanas! O que estamos esperando? Nos encontrar para passarmos de flertes em frases descompromissadas, do tipo “já gostei de você”, para finalmente encararmos a realidade de um e outro e pensarmos que saberemos o que queremos? Ou nos entreter em círculos como fizemos desde o primeiro momento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que é da paixão que adormece e acorda com cabelos desgrenhados, sujeira nos olhos e vista embaçada, tateando as paredes? É o amor que se procura encontrar como num final de conto de fadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Veja só, o rapaz é tão gentil com aquela gigante de voz introvertida e gestos da mão curtas...”, suspiram algumas figuras. “Aquele é um homem de verdade”, cochicham as latrinas que completam a orquestra de, provavelmente, um seriado da Disney. Com quais bichos atuaremos quando nos afetos antigos possuímos bocas, mas não vozes para dublarmos nós-figurados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é a entrega na paixão a qual não realizaremos nunca, para talvez deixarmos vivas as fábulas? Querer te fazer gestos e gentilezas sem jamais completar o movimento; tapar gentilmente teus olhos, como num filme hollywoodiano, mas sem nunca realizar a cena final do beijo em que sobem os letreiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é esta farsa que chamamos intimamente de amor verdadeiro? Quem eu vou levar, já em horário tarde e cansada, de volta para casa apenas para poder suspirar sozinho depois, em desalento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tua mãe, então, montará qualquer coisa como um lanche, como se fôssemos apenas dois amigos do colegial, e eu encenarei alguma frase como “Não precisava!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atmosfera poderia ser então redesenhada como naquele banco da universidade federal onde há flores adornando o encontro dos amantes, embora aqui não haja nada lascivo entre nós. Apenas olho e tenho a perfeita noção da beleza do teu corpo, me espanto com aquilo tudo estar na minha frente, ali, embora não faça nada para “não estragar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpo de mim para mim dizendo que tens namorado, você se desculpa de si para si dizendo que tem namorado; e o que é mais importante a ser dito é que esse desejo não se realiza. Onde estará a carne entre esses dois personagens feitos de papel? O que é vivo se realiza vivendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, que eu tenho tanta pressa de morrer! Imagino para mim um enorme grupo de quase-virgens chorando à beira do caixão, elogiando a beleza que não creio e os lamentos em todas entonações e sons. Peço, e repito, que não quero carpideiras e caixões. Joguem meu corpo numa vala funda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por acaso, não aparecerá alguém para me derrubar com um chute do caixão?! Parecerei eternamente este tipo de galã cigano? Que eu tenha um bom amigo nesta hora, que ele chute violentamente o caixão e eu sorria admirado, mesmo morto, porque o que resiste vivo é a ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você me pede para voltar. Pensando em você, como também em tudo que acho belo e desejável em ti, penso em voltar imediatamente mesmo sem saber como.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto não é amor ou paixão, isso é flerte disfarçado de saudade! Nem eu e nem você, por mais que achemos bonito reviver esta farsa do amor perfeito, poderemos exigir que um represente o pedaço do outro neste espetáculo metafísico. Além de tudo, as fábulas, como as farsas, são sempre muito belas e felizes; embora este texto possa lhe parecer bonito, a realidade é que são elas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6868840187958586846-3883177482687000261?l=disritmiacongenita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/feeds/3883177482687000261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6868840187958586846&amp;postID=3883177482687000261' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default/3883177482687000261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default/3883177482687000261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/2009/03/estranha-farsa-do-amor-perfeito.html' title='A estranha farsa do Amor Perfeito'/><author><name>André Gurjão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16945259461319883255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/ScVPwXzw6RI/AAAAAAAAAYw/escCxhYwP2A/s72-c/Tristan_and_Isolde_29+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6868840187958586846.post-5187883231690365396</id><published>2009-03-08T15:33:00.000-07:00</published><updated>2009-03-08T15:56:14.337-07:00</updated><title type='text'>A escuta e a fala (autoretrato)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/SbRM6myuuCI/AAAAAAAAAYg/ncHbFu5rtiI/s1600-h/joy+division.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310954430306105378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 158px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/SbRM6myuuCI/AAAAAAAAAYg/ncHbFu5rtiI/s200/joy+division.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/SbRMeuKa3oI/AAAAAAAAAYQ/indlA5afozg/s1600-h/joy+division.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acabo de receber uma ligação. É o patrão. Toda vez que ele me liga não vou negar que começo a entrar numa sensação tensa dentro de mim. Será que ele irá apresentar uma bronca? O patrão pode ser qualquer um, mas neste caso ele tem nome certo: O. L.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho levado, na medida do possível, uma vida confortável. Não consegui um emprego fixo, mas cá e acolá consigo um freelance (trabalho por demanda), que me salva e eu acabo “dando um graças à Deus”. O trabalho, no entanto, para mim, continua o mesmo. Trabalho é trabalho, diversão é diversão. Como água e vinho, como patrão e empregado. No final, esta distinção se mantêm como a escuta e a fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou mais acostumado com marretadas do que com afagos, dos afagos mesmo até desconfio. Os seres humanos, e não entendo o porquê, costumam misturar afeto e trabalho. Afeto para mim é algo absolutamente individual, sensorial. E eu sei trocar afeto, mas a dimensão do afeto no Outro é algo desconcebido por mim. O que é ter saudades de mim se, segundo me consta, este mundo viveria tranqüilamente sem a minha presença?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho tão pouco, e sempre o pouco que tive me foi tomado como de brusco, ao menos na medida em que concebo. Sei aceitar como de pronto o afeto de quem já se tornou muito próximo de mim, mas até lá há um longo percurso à frente – ou curto a depender das circunstâncias. Como, por exemplo, há de haverem laços sem o sacrifício de algo ou sem, pelo menos, se desvincularem os papéis. Amizade, afeto sobretudo, para mim, é nudez, despossuição, entrega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há laços onde as posições já estão dadas. Recife talvez tenha me embrutecido, talvez ter sentido ano após ano que as amizades não aconteciam do modo como desejamos me fizeram dar um passo atrás, reavaliar. – O que há nessa docilidade que se declara de pronto concebida? “Trabalhamos juntos, precisamos trocar as dificuldades para podermos nos ajudar: as dificuldades são nossas”. As dificuldade são minhas, sou eu que tenho que rompê-las, ou então desistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dificuldade quer dizer necessidade de empenho, o empenho para mim aparecerá atrás das nuvens sob a montanha como trajeto a ser percorrido individualmente. Talvez seja por isso que me dê bem com as mulheres: carrego fardos sozinho como a menstruação. Embora possa causar determinado peso em certo número de pessoas não é o que me agrada, se sinto ou tenho algo no corpo, escondo. – E escondo mesmo, se duvidar ninguém descobre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um caramujo, compararam muito acertadamente por aí. Não ouso deixar minhas tralhas de pensamento por aí. Evito importunar os Outros com minhas desgraças pessoais. Quando alguém toca nas chagas até sou imediatamente evasivo, como quem expõe as feridas às moscas. Talvez o claustro da academia, o mofo em estudos silenciosos num bureau, sejam a única saída. Talvez o estereótipo do jornalista que pretende escrever todas as matérias sozinho seja uma sina determinada para mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tímido, retraído. Tímido apenas na medida em que a timidez me protege, quando há de ser necessário uma evasão ofensiva prontamente o sou. O círculo é fechado sobre mim, embora enxergue ele cada vez mais em choque com os outros. Dentro do meu próprio espaço do meu próprio ciclo, pode haver vácuo, mas há também enorme preenchimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18, um ou zero, 81. Eu só tenho entendido até aqui os excessos: mais ou menos, acima ou abaixo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6868840187958586846-5187883231690365396?l=disritmiacongenita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/feeds/5187883231690365396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6868840187958586846&amp;postID=5187883231690365396' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default/5187883231690365396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default/5187883231690365396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/2009/03/escuta-e-fala.html' title='A escuta e a fala (autoretrato)'/><author><name>André Gurjão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16945259461319883255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/SbRM6myuuCI/AAAAAAAAAYg/ncHbFu5rtiI/s72-c/joy+division.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6868840187958586846.post-3096697578702467295</id><published>2009-01-15T11:49:00.000-08:00</published><updated>2009-01-16T14:02:05.424-08:00</updated><title type='text'>Um velho.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/SW-XeDfl33I/AAAAAAAAASE/BN4096NYe4Y/s1600-h/x.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291614629773303666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 229px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/SW-XeDfl33I/AAAAAAAAASE/BN4096NYe4Y/s400/x.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diga “33”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estetoscópio apalpando as costas, primeiro as extremidades onde ficavam os primeiros lóbulos dos pulmões, passando pelo meio até chegar onde nem se imaginava existir mais qualquer um dos pulmões. Aquele tom gélido da sala, a som ecoando pelas paredes de forma sepulcral, o cheiro de remédios tomando tudo ao redor, inclusive a ele. O garoto que lhe atendia certamente era mais novo do que seu filho mais velho e lá estava ele, parado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora respire fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tempos em tempos repetia o exame com o lembrete dos familiares que lhe procuravam pelo telefone. Está lembrado? Como não esquecer? Sim, eu sei que devem ser feitos de três em três meses para que se possa avaliar a extensão do dano causado e que o médico ainda afirmou que pode ainda haver algum êmbolo que descole e obstrua a passagem do sangue para os alvéolos. A família são os nervos. Olhe, estamos fazendo isto porque gostamos de você, sei que o senhor acha que é irritante este vai-e-vem na idade que você chegou, mas com o plano de saúde que pagamos não há nada de melhor a fazer. Melhor do que uma fila de hospital público e, no final, cuidar da saúde faz bem para si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um leve tapinha nas costas e “pode pôr a camisa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segurava rodando uma daquelas pedras que funcionavam como peso e adereço na mesa do pneumologista enquanto moía os lábios contra a gengiva e os dentes. A marmota poderia parecer nojenta para a maioria desses jovens, sabia disso porque, de tempos em tempos, o médico na frente não conseguia deixar escapar a olhadela, voltando logo o olhar para baixo e para alguma instrução, mas não dava para evitar a gastura do implante de dentes artificiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazia uma abordagem rápida sobre o números dos leucócitos, plaquetas e hemácias, que afinal seriam melhor abordados pelo outro médico junto às taxas de lipídios no sangue, passava imediatamente para a ultrasonografia, apontando com a caneta as manchas onde cada órgão estava localizado, emitia opinião sobre a coloração de cada coisa e, por fim, dizia para que marcasse logo com a secretária lá de fora o retorno, evitando assim os conflitos com as consultas de final de ano. Entregava-lhe o receituário médico enquanto o velho, brincando com os lábios, voltava os olhos duros que passaram este tempo todo observando o vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando em casa, quase pontualmente às seis da noite, ia para o banho e começava a queixar-se, de si para si, da água fria. Que mal deveria fazer aos pulmões, bufava. Enxugava-se com a toalha felpuda os cabelos que saíam mal arrumados do banheiro e se vestia, sem olhar no espelho o peito caído e rajado com vários fios brancos, pondo um dos calções leves que ganhara dos filhos no Natal passado e camiseta regata. Por vezes, fazia o bigodinho na altura do lábio superior raspando todo o resto, nas últimas vezes é que tinha deixado esta mania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Punha a janta comprada na padaria, que nada mais era do que sopa reaquecida no fogão e torradas, e cobria apenas um quarto da mesa. Ligava o rádio a tempo ainda de ouvir a Hora do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais velho é que lhe ligava às oito da noite, já premeditando que o programa do rádio teria acabado e que ele estaria indeciso entre lavar as louças ou dormir e deixar as louças para a empregada que vinha de manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que há de novo, pai, tudo em cima? Na mesma, observando em semi-consciência as caixas de remédios emparelhadas no armário velho que ficava no canto esquerdo da sala. Foi ver seus amigos, a partida de futebol que o time de coração perdera por causa do juiz ladrão, comentários amenos e autômatos sobre o correr da vida dos netos e, por fim, o papo do médico que sempre tardava, embora não desaparecesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum remédio novo? Algumas vitaminas, mas penso em não tomar. Que é isso, deixou de gostar de si. Olha que é importante vitaminas, não sabe que as doenças vêem pela falta delas? Julgava o pai um estúpido em matéria de Ciências. Olha, estou cansado de comprimidos, tenho aqui caixas demais para meu armário, noutro dia me engasguei com uma pílula e quase parei de tomá-las em definitivo. Tomou com um copo d´água. Ora, tomei foi com praticamente dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que as brigas vinham sempre, e quase por nenhum motivo óbvio, a razão quase sempre era a velhice, e não era possível vencê-la como tampouco fazer com que os outros a aceitassem de forma natural. Queria é morrer de uma vez, diacho. Depois vinha a aceitação dos dois porque, afinal, ele era velho e cabia a ele não fornecer um estorvo maior do que os filhos pudessem suportar. Qualquer coisa ligue, vou falar com a ex-esposa para levar os netos no domingo. Terminava sempre as obrigações de filho fugindo para a alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho tinha dor nas costas. Fora o solavanco que recebera na bacia no caso em que o taxista avançou o cruzamento que mais parecia uma lombada, só pudera ser por este motivo. Deixara, como de costume, as louças empilhadas na pia, abrira a torneira apenas para emergi-las na água, beijara a foto emoldurada da esposa dizendo entrelábios, “minha velha, que saudade boa eu sinto de você” e fora ver televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Razão para isso tinha, o telefonema, o médico, o taxista. Não pensava nesta ordem e tão pouco sabia que pensava, mas bocejava dizendo isto alto demais, e por isso ficava. Como não era de ferro, dera um gole rápido num dos vinhos que ganhara na Páscoa. A bebida naquele instante até lembrava a rebeldia de, quando menino, esperar que os adultos se levantassem da mesa para tomar-lhe os restos. Rira lembrando do primo que, anos após os minutos da infância, costumava acompanhá-lo nas fanfarras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primo, primo, dissera sorrindo alegremente, morreu antes só para me deixar rindo da piada que foi tua vida? E ria três risinhos consecutivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primo fora tomar banho e levara uma queda no banheiro. Morreu sozinho, antes mesmo que a esposa dele chegasse da feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele disse que ia tomar um demorado para me receber cheiroso, disse ela no velório. E ria sem se importar com a tristeza enlutada da viúva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uns tempos para cá muito tinha perdido a graça. Primeiro foram os filhos que saíram de casa, depois os amigos íntimos morriam longe das ruas onde nasceram, a esposa, o filho mais novo num acidente de carro, até chegar ao primo. Mas a comédia do primo era hilária. Sempre fora abobalhado para quedas. O espetáculo de mortes que passavam noite à noite na tevê não espantava mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente vive é para morrer mesmo, e falava assim preenchido com amargura nos lábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou-se para se permitir “apenas mais um pouco de vinho”. Olhando para a pia sentiu uma dor que começava no ombro e irradiava por todo o braço. Segurou na porta da geladeira largando o copo no chão e pondo a outra ali mesmo onde começava a dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tombou, morreu no dia mesmo em que foi ao pneumologista. Ainda conseguiu dar alguns passos longos e forçosos, que foram vistos no outro dia pela arqueadura das pernas, e agarrou com uma mão apenas a foto emoldurada da esposa falecida. Não foi o pulmão, não foram os remédios, não foi nem mesmo culpa do taxista. Semanas depois, a filha discutindo as partes da separação com o marido encontrou o cardiologista no restaurante e ele tentara convencer entre ombros que todos os exames haviam demonstrado uma melhora substancial da situação cardíaca e circulatória do pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ficou desconsolada com a resposta, mesmo o médico sendo amigo particular da família que naquela mesa se partia: “quando se está velho também se morre subitamente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro dia em que o velho morreu, a doméstica estranhou o som da televisão ligada ao entrar, viu um pouco distante a porta da geladeira aberta e, só então, percebeu o patrão deitado sobre o piso com a foto presa entre dedos. Havia comentado anos atrás com alguém que era muito provável um dia encontrar aquele senhor recluso morto no chão da sala, só não esperava que fosse logo após uma noite em que teve vários orgasmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tampou a boca, deu a volta pelo lado do cadáver, pensou alguma bobagem sobre a polícia e utilizou o telefone da casa para ligar para mãe dela que a tranqüilizou. Só então ligou para os telefones dos filhos que estavam na agenda dentro da gaveta, entre choros ligou para o mais velho, que lhe era mais próximo, depois para a moça advogada e para o mais novo que estava desempregado, mas que viajava pelo Sul. Só neste último que a voz ficou mais contida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro dia da morte do velho, os filhos não foram trabalhar, algumas crianças não foram para a sala de aula e um bebê berrou muito porque só foi amamentado por volta das onze horas. Todo o resto estava tranqüilo como a discreta cerimônia do velório, o mundo não foi abalado minimamente.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6868840187958586846-3096697578702467295?l=disritmiacongenita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/feeds/3096697578702467295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6868840187958586846&amp;postID=3096697578702467295' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default/3096697578702467295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default/3096697578702467295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/2009/01/um-velho.html' title='Um velho.'/><author><name>André Gurjão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16945259461319883255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/SW-XeDfl33I/AAAAAAAAASE/BN4096NYe4Y/s72-c/x.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6868840187958586846.post-5440823550856830353</id><published>2007-09-24T09:26:00.000-07:00</published><updated>2007-09-24T09:40:53.327-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;O homem pescoço é este homem nú, jamais firme em sua convicções, por vezes agudo em seus ângulos. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Transformado em não se debruçar sobre, mas permitir-se ser, ele segue incessante sem já perceber se aquilo que se mostra é pulsão ou vontade. Bem provável que, por isso mesmo, tenha se tornado incomunicável conosco. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;É um ser imaginário, a ser atingido, sem dúvida. Afinal, a nossa vida é a idéia que desejamos distinguir dela nessa heterogeneidade. E também nos permite ter um novo ar sobre os pulmões esta nova casa distingüível dum cem números de móveis. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estar a frente de seu próprio tempo não como arrogância ou desejo, mas com a leveza de um perfume vindouro.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6868840187958586846-5440823550856830353?l=disritmiacongenita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/feeds/5440823550856830353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6868840187958586846&amp;postID=5440823550856830353' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default/5440823550856830353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default/5440823550856830353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/2007/09/o-homem-pescoo-este-homem-n-jamais.html' title=''/><author><name>André Gurjão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16945259461319883255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6868840187958586846.post-928117680657123478</id><published>2007-09-17T06:12:00.000-07:00</published><updated>2007-10-24T05:47:00.414-07:00</updated><title type='text'>vida acelerada vida</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/Rx87xdrXDiI/AAAAAAAAAKI/qUDNotqpLuU/s1600-h/asfalto+definitivo"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/Rx87xdrXDiI/AAAAAAAAAKI/qUDNotqpLuU/s400/asfalto+definitivo" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124880621937036834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa Aurélia sob o pano sujo do asfalto. Oi, tudo bem? Tudo, e um sorriso afirmativo se desmancha sem nem mesmo esperar que Aurélia passe. Aurélia passou, tanta gente passa, que há de mal nisso, no perfilar das pessoas?&lt;br /&gt;Rita estava correndo, poderia ter topado, mas foi só um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sorrisinho de sobrancelhas&lt;/span&gt; e nem mesmo foi, ou foi?  Olá, como vai? diz para o seguinte, E aí?, continua. Preferem que os outros sejam outros para perfilar assim perfis sobre perfis.&lt;br /&gt;De fato nem chegam a se questionar se perguntam algo enquanto falam por monofrases, gestos. Ando com tanta pressa que nem sei, justifica sicrano. Essa minha vida anda uma loucura, mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E a quem ela pertence, essa vida, essa loucura? A quem ela se justifica aos domingos a tarde, essa tal vida acelerada vida?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6868840187958586846-928117680657123478?l=disritmiacongenita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/feeds/928117680657123478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6868840187958586846&amp;postID=928117680657123478' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default/928117680657123478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default/928117680657123478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/2007/09/vida-acelerada-vida.html' title='vida acelerada vida'/><author><name>André Gurjão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16945259461319883255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/Rx87xdrXDiI/AAAAAAAAAKI/qUDNotqpLuU/s72-c/asfalto+definitivo' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6868840187958586846.post-5040763231545159962</id><published>2007-07-03T11:28:00.000-07:00</published><updated>2007-07-03T11:58:33.749-07:00</updated><title type='text'>desde ontem</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/RoqcDcQUaQI/AAAAAAAAAHE/fGeoAX4KcNg/s1600-h/desde+ontem.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 226px; height: 293px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/RoqcDcQUaQI/AAAAAAAAAHE/fGeoAX4KcNg/s200/desde+ontem.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083046712379205890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;o desalento&lt;br /&gt;do descompasso&lt;br /&gt;no descontrole&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um desafeto&lt;br /&gt;por um desafago&lt;br /&gt;descompromissado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desperdício&lt;br /&gt;quanto desequilíbrio,&lt;br /&gt;e quanto desequilíbrio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por favor,&lt;br /&gt;me desliguem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6868840187958586846-5040763231545159962?l=disritmiacongenita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/feeds/5040763231545159962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6868840187958586846&amp;postID=5040763231545159962' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default/5040763231545159962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default/5040763231545159962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/2007/07/desde-ontem.html' title='desde ontem'/><author><name>André Gurjão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16945259461319883255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/RoqcDcQUaQI/AAAAAAAAAHE/fGeoAX4KcNg/s72-c/desde+ontem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6868840187958586846.post-364578122892534104</id><published>2007-06-23T17:27:00.000-07:00</published><updated>2007-06-23T17:34:51.642-07:00</updated><title type='text'>Quartos Sonhos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/Rn28IQAypOI/AAAAAAAAAFM/dEdtoEOPzhY/s1600-h/1.bmp.gif"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/Rn28IQAypOI/AAAAAAAAAFM/dEdtoEOPzhY/s400/1.bmp.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079422804667049186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que alcançou o teto do Lago, a primeira bolha de teu último suspiro se prolongou sem que mesmo aquela fina membrana que a envolvia percebesse que atingira o limite da aguda superfície.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi como se o ar tivesse mais uma vez se tornado líquido entre a Realidade e o Sonho. Para quem não me entende, explico que não é preciso esforço de lógica: do mesmo modo que as criaturas que não enxergam muito bem beijam o oxigênio sem ter por isso que ele existe, eu digo que é preciso de uma nova lógica para construir um novo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, quando acontece de uma bolha subir desprevenidamente para além d´água, um frio cortante sopra dispersando o sono das bolhas. Mas apenas nesta simples vez, e quanto a esta única bolha que em potência sou eu, o Frio se distraiu ao encontrar uma raposa no seu vidro, e foi assim que um vento não pôde soprar ao meu encalço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode estar se perguntando quem afinal é quem fala, saiba de uma vez por todas que você já ouviu minha voz uma centena de vezes ecoando por estas páginas. Estou aqui não para falar sobre mim, mas para informar que por um pequeno milagre tudo pôde operar numa dança minimalista que começa a ser ensaiada agora, mas não pela primeira vez. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Será que você conseguirá acreditar em tamanha fragilidade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início tudo era vastidão, imensa visão de leite com dois astros perseguindo e fugindo ao redor da gigantesca plataforma de onde surgiria o Mundo. Um dos astros era preenchido de calor e era luminescente, o outro era frio e pálido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois foi este último que surgiu primeiro e era Covarde, fugia do calor com medo de ser consumido, e sempre que se distanciava mais da luz que não era sua, iluminava mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro, o Corajoso, era mais novo: nasceu expandindo os braços, e pela primeira vez fervia o leite. Pois foi assim que ele fez o leite soltar bolhas feito eu e é assim que, de alguma forma, me sinto dependente daquele momento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia neste tempo o Frio que soprava ante o Calor porque o leite ainda não sentia necessidade de equilíbrio. O Calor só veio se desprender da Coragem quando este correu atrás da Covardia, e a Covardia, por sua vez, só pôs o Frio a correr atrás da Coragem depois de sentir coisa simples feito o medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi com o correr destes dois Astros que se começou a contar o Tempo e, pela primeira vez, algo enfim haveria de ser sido criado. Não que a Coragem e a Covardia tenham percebido isto: os dois continuam correndo um atrás do outro sem se dispor a parar o Tempo, para apreciar a obra que nasceu boiando sobre o leite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês, que vivem nos Continentes, que um dia foram tão somente leite, bem sabem que o que nasceu foi o queijo, a manteiga e a coalhada, mas nem todos acreditam que haja Coragem e Covardia deste jeito que conto. Para aqueles que bem entendem, basta observar firmemente o fogo e o gelo e tudo ficará claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contam também que a partir de bolhas que espocaram antes de virar nuvens surgiram os pássaros que caminham sempre para o Sul. Eles não são todos do mesmo tipo, bem sei que o nome pássaro pode assim sugerir, mas cada um, e de sua própria maneira, foi ligado a um tipo de arbusto presente nas nuvens para que não ficasse vagando completamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso mesmo, os pássaros visitam os Continentes, mas a eles não pertencem. Carregam galhos e caules para formarem ninhos e caminham sempre para o Sul.&lt;br /&gt;Alguns destes gravetos caíram sobre o Continente, e foi atingindo o leite que formaram o que conhecemos por Vegetais. Foi assim que drenaram todo o leite do centro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Animais, muito pelo contrário, nasceram das últimas partículas de leite que se soltaram sobre a terra. E foi porque não conheceram o leite que  souberam dominar a terra muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contaram-me que a primeira bolha feita do primeiro Sonho, que nasceu da dor de ser tocado pelos raios triunfantes da Coragem, fez nascer a nuvem de onde parti. Ela ainda tem nome, mas como todo primeiro nome podia-se chamá-la de Solidão: dela só nasceram as fadas que se transformam em bichos e um triste fauno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só mais tarde um pássaro foi plantar um arbusto no centro da nuvem e desta se expandiu todos os Sonhos que espantam o vazio das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partimos ali daquele quarto atingindo a nuvem de onde vim. Nasci bolha pelo último suspiro de quem te abandonava no Sonho, mas as cores e as cordas, onde você se segura dentro desta câmara, são tua própria imaginação que cria. Segue em frente a tua realidade para descobrir que a vida em Sonho resiste à dois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6868840187958586846-364578122892534104?l=disritmiacongenita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/feeds/364578122892534104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6868840187958586846&amp;postID=364578122892534104' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default/364578122892534104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default/364578122892534104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/2007/06/quartos-sonhos.html' title='Quartos Sonhos'/><author><name>André Gurjão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16945259461319883255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/Rn28IQAypOI/AAAAAAAAAFM/dEdtoEOPzhY/s72-c/1.bmp.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6868840187958586846.post-3638169954198063259</id><published>2007-06-18T11:06:00.000-07:00</published><updated>2007-06-23T17:35:16.026-07:00</updated><title type='text'>Terceiros sonhos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/Rn28PQAypPI/AAAAAAAAAFU/IoRCMH4Oid0/s1600-h/1.bmp.gif"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/Rn28PQAypPI/AAAAAAAAAFU/IoRCMH4Oid0/s400/1.bmp.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079422924926133490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Passo o tempo a observar meu reflexo sobr´água sem pensar em ti. Estou acordada e sóbria mais uma vez, e sem a insistência da tua feição para se mesclar a minha, já estou quase convencida que não há mais sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto dói uma não existência, ou por assim dizer, quanto dói enxergar para dentro desta existência sobr´sonhada. Esperar pelo tombo surdo de mais uma árvore ou pela ausência do som nos agudos suspiros, encontrar o que no fim desta terra já não se encontra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando firme para dentro dest´água cheguei a achar que podia, quem sabe, te encontrar. Descobri, por fim, esta minha visão desenhada que faço com os olhos ao tentar me fitar. Não sou eu quem cubro o seio ao chorar, são meus medos em forma de dedos longos que envolvem meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contornar o olhar para distante de todo desespero é uma tarefa grandiosa tanto quanto esperar que um amor se vá enfim. Sentir o frio dest´água sem tocá-la, sentir o peso da lágrima que escorre e tomar a decisão de não ampará-la antes que chegue ao lago. Quem nunca alcançou isto com o fim de um sonho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter sido empurrada para longe de um bando, mesmo que através de meus desejos, posso enxergar os votos perdidos que fiz sob o meu reflexo. São eles estas ondas que se encontram no destino de uma partida, são eles meus sonhos neste universo onde já não se constrói poesias com os dedos dos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu enxergo meu desenho sobre as ondas, espero que eu esteja acolá quando surge alguém para tentar afastar um reflexo do outro que se encontra sobr´água. Tenho meu pescoço flexível e quase não percebo o quanto pesa os outros pedaços do corpo que não se movem, após sofrer com as várias tentativas, elas partem buscando que o tempo apare as arestas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o som vazio da superfície líquida ouço cantarem alguma coisa sobre permanecer distante da margem. Vão partindo. Só então me levanto e, quando todas esperam animadas que eu abandone o posto, caminho para o raso do lago e sento-me sobre sua superfície. Apaixonada pela partida, já consigo ouvir o tempo ou o lamento que as outras fazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se somos duas eu e esta imagem que continuo a fitar, a água que me toca não me parece rígida. Eu também já não pareço que carrego um peso para dentro de meu corpo. Eu me tornei esta impressão livre e vaga na vastidão do encontro de duas imagens inacabadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambas, e pela primeira vez, não se envergonham de si da mesma forma que guardo a visão vergonhosa de meu corpo. Ainda que elas sejam um nada além do qu´eu de cabelos estirados, são símbolos auto-imanentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abençoada por este momento, eu deito o corpo de uma realidade sobre a outra, entrego-me para me perder o meu encalço. Ao ter alcançado a precisão deste equilíbrio com meus músculos fracos, deito sobre mim para me afogar. E é só então que o Fauno grita pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto que finalmente parti a realidade que havia entre eu e aquele sonho. Não apenas tudo está acabado entre mim e aquilo, mas tudo está repleto sem o debater das asas fugindo do peso que carregam. A vida está bem à frente e eu posso respirá-la neste instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após expulsar em bolhas meu último suspiro fiz milagrosamente a água tomar o espaço de meus pulmões. Agora que vejo a morte se espalhando sobre o meu corpo, sei que o único momento que escapa à beleza de um beijo roubado é este que abala todas minhas membranas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz de mim, e novamente, toda frágil em toda dimensão de meu corpo: estou de volta à primeira vez da partida. Como num último momento, eu sinto o peso d´água engolindo meus fragmentos, sinto um frio inexplicável que apenas o fundo pode revelar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;escrito e publicado em junho de 2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;do Coisas de Sonho&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6868840187958586846-3638169954198063259?l=disritmiacongenita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/feeds/3638169954198063259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6868840187958586846&amp;postID=3638169954198063259' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default/3638169954198063259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default/3638169954198063259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/2007/06/terceiros-sonhos.html' title='Terceiros sonhos'/><author><name>André Gurjão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16945259461319883255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/Rn28PQAypPI/AAAAAAAAAFU/IoRCMH4Oid0/s72-c/1.bmp.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6868840187958586846.post-4120485202744096374</id><published>2007-06-11T15:26:00.000-07:00</published><updated>2007-06-23T17:35:44.701-07:00</updated><title type='text'>Segundos Sonhos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/Rn28WwAypQI/AAAAAAAAAFc/dY4i1eNB-KM/s1600-h/1.bmp.gif"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/Rn28WwAypQI/AAAAAAAAAFc/dY4i1eNB-KM/s400/1.bmp.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079423053775152386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Teus pés vieram pelos sopés de minha cama, foi quando finalmente invadiste sorrateiramente o meu sono e apareceste sob forma de Sonho. “como foi? quem era? quem o trouxera?”, foi o que gerou a tua imagem apagada de dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela manhã, boiando meu corpo, eu faço que conto os ventos em forma de dias e o que ele estabelece dentro de mim? O eco da tua ausência. “soubeste?” prolongava a minha voz até o vento “hoje eu também chorei tanto”. “sonhei que era hora de chuu-uutar! teu encalço” e ria num Sol nascente “e quando levantei, me disseram para que esperasse, que não era de ser agora”, recolhendo o Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E andava, como andava! “minhas asas são feito borboletas, só funcionam alegres”, esperava que logo viesse minha alegria. E qual era a minha alegria se em todo percurso só havia uma permanência a partir do Sonho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como era água, e água era água como eu estava, eram só lágrimas no lago. Pensava “para onde agora?”. Você fora e não fora da minha espécie no Sonho, e desafiava meu sexo querendo fazer-lhe de seio e eu dizia não! num manto onde se escondem as tristezas e as vergonhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espantava-me que você me quisesse mesmo assim. “Às vezes sou bela, bela para quem o acaso responde sorridentemente, e disse-lhe: ´escolheu-me?´”. São tantas dúvidas agindo por tantos e tantos caminhos. “aonde está você quando eu sonho deitada no lago e o Sonho não me segue?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensava! Já não penso mais assim, deixo o tempo escurecer as pálpebras revestidas. Foste tu que um dia disse que iria me encontrar, pois então acordar-me!&lt;br /&gt;As margens em espelho bóiam eternamente os olhos dos esquecidos, fosse como fosse, não havia Sonho bom a mais do que lembrar de uma temporada de Sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram fadas, todas elas habitadas de fada de alguma forma, cada uma delas com seu jeito de usar e ter asas. Alguns as chamam de bichos porque esquecem dos espíritos que habitam nelas. E isso só porque os olhos só vêem as pequeninas-regredidas fadas e esquecem que ainda há outras criaturas que são mais novas e bochechudas que fadas de cristal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que as fadas e os bichos não conhecem os Sonhos, pois eu digo que ambos, quando são habitados uma pelo outro, sonham e se conhecem ao sopé do Fauno. Sonham e acordam todas alegres, ainda que haja aquela fada distante e solitária na história, tristonha a querer entender o que acontece quando se acorda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As belas fadas, que são espíritos de bichos, não precisam reportar ao Fado o que sonham, mas aquela levanta as orelhas de raposa perguntando: “onde estará o meu? quando ele vem para qu´u possa ser fada mais uma vez e possa voar?”. Mas o Fado cala-se quando as previsões são em questão de futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, irritado, rasga alguns bambus da terra e fala: “não estais tu no presente? pois porque não se acostuma a estar embaixo e pergunta sobre o Mundo?”. E os choros vêm. “Ah!” e suspira procurando vento “como posso viver assim tão desassossegada? prefiro que me cortem as asas antes que venham, quem sabe o que me espera se bem-não-o-vejo ao meu lado quando acordo”. “experimenta terminar com o Sonho e acordarás ainda mais desanuviada”, responde o deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas surge uma criatura irritante e repica sobre a ferida: “ah, eu já quase tenho asas, e como batem!”. E vem as outras formando um côro: “óh”. “sabes das minha?” parte a outra a engordar palavras “em tudo em mim há uma imensa vvooonnnn-tá-de de voar, mas sabes?” e encena um chôro “mas não vem do Mundo ninguém que enxugue asas de gaivota, então eu mergulho no fundo da água!”. E todas riem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto todas elas a coram mais um grito em “óh”. E mais uma vez em desaprovação. “outro dia venho, e me pergunto, se sou fada ou sou galinha, porque sabe  que galináceos não podem voar”, pois continua “e eu tenho medo de me estatelar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvido isto o Fado aborrecido vêm e ancora-se no topo da árvore e soando o hino do povo adormecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;escrito em agosto de 2003, reescrito em 2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;do Coisas de Sonho&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6868840187958586846-4120485202744096374?l=disritmiacongenita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/feeds/4120485202744096374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6868840187958586846&amp;postID=4120485202744096374' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default/4120485202744096374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default/4120485202744096374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/2007/06/segundos-sonhos.html' title='Segundos Sonhos'/><author><name>André Gurjão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16945259461319883255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/Rn28WwAypQI/AAAAAAAAAFc/dY4i1eNB-KM/s72-c/1.bmp.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6868840187958586846.post-6434792067122928165</id><published>2007-06-09T21:36:00.000-07:00</published><updated>2007-06-28T08:43:25.166-07:00</updated><title type='text'>Primeiros Sonhos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/RoPXC8QUaII/AAAAAAAAAGE/j72RNbXbZMo/s1600-h/1.bmp.gif.png"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/RoPXC8QUaII/AAAAAAAAAGE/j72RNbXbZMo/s400/1.bmp.gif.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081141250138335362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Luzes apagadas do meu quarto era tudo neblina e fumaça, luzes acesas era tudo nevoeiro. Os meus olhos irritados coravam veias em papéis, em afeição de reproduzir a dor sentida desde tão cedo. Meu coração desatinado a perguntar-me “aonde´stais amor tão perfeito?”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o sangue no piso-quarto quem me acordou cedinho. Eram marcas de polegadas passadas: marcas de cortes no pé, marcas em coleções pelo piso – pois foram elas sempre a sinalizar algo do mesmo: “´stou aqui, como podes não me ver?”. A procurar-te: “onde estais qu´eu não te vejo?”. A soluçar-te: “imagem do meu vidro oposta, não me ouves?”. Pois continua: “deves estar num hemisfério encolhido ao meu, desastrosa a sombra que te esconde”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu te imaginava distante da abatida luz do meu quarto, fugisse eu mais uma vez. Eu engolido entre lençóis e travesseiros e tu que dormia distante dos olhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia pois foi momento de acordar embriagado e apontar a qualquer direção, à vista: “é duas, é três, é quatro,... és tu, és tu, és tu!”. Não era, quão triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apaguei-me em existencialismos. “devem haver sim momentos &lt;em&gt;quarktops&lt;/em&gt;!”, pois eram de não vir. Virei estrelhinha longe ao céu da d´alva. “é ou não é Vênus”, transei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não foi mau, não foi é sequer &lt;em&gt;méson&lt;/em&gt;: a quão dizer qual momento em vida seria os dos &lt;em&gt;quarktops&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Céus todos nublados em chamas e eu agachadinho entre os sopés do quarto: apagadinho, apagadinho. Fora a vez de, com os olhos fechados, caírem pesadamente os tons castanhos e junto a eles todas minhas esperanças de olhinhos verdes, verdes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdes não seriam sem sonhos traçados à papel vazio. – Pois não existiam folhas para se traçar o vazio. Pois se foi, e eu ali quietinho, amuadinho num quase não viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade a nos tornar assim sempre que esquecemos a vontade de sonhar. Olhos quietos-parados, e eu e a parede. Parado quando fora um balão colorido à bi-cores a me incomodar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sai fora! Meu amor não me quer mais! – eu disse assim&lt;br /&gt;- Oh! – e o balão disse ´oh´- Quem foi que te disse nojentisse tão sem graça?&lt;br /&gt;- Foi eu mesmo, a gente acostuma dizer esse tipo de coisas quando se sente só.&lt;br /&gt;- Oh – pois o balão resolveu repetir o ´oh´- Não te insultes assim, eu estou aqui, não vês?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora o momento de abrir os olhos, mãos aos joelhos encolhidos, todas elas se dispersaram para tomar-me o susto. Era mesmo balão colorido, balão tecido de esperanças e cores; e era embaixo onde havia uma câmarazinha, a caber pézinhos dois além dos meus, que eu me encaminharia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era de junco envernizado e bem seguro, e não tinha bocas ou ouvidos, porque balões não possuem bocas ou ouvidos, eles escutam com as parte moles. Balão bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que estais aqui? Não vês o quanto estou triste e necessito ficar só?&lt;br /&gt;- Foi isso mesmo que me trouxe aqui. Há um alguém perto mas longe daqui esperando por ti e toda vez que tu choras ela chora por ti.&lt;br /&gt;- E ela é bonita? – disse inspirado.&lt;br /&gt;- Oh! – movendo-se impacientemente – Bonito é aquilo que toca os olhos e não a vaidade dos outros. Vem comigo e rápido!&lt;br /&gt;- Mas como posso? A petulância da fumaça insiste em marcar meus olhos! E tu, sabes para onde fica a janela por onde entraste? Não me parece fácil pilotar por este fumaceiro.&lt;br /&gt;- Suba cá em meu bagageiro, segure as minhas cordas e tateie as paredes: a janela há de surgir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi como subi de bagagem no balãozinho, meu corpo só um pouco largo e de altura rebaixada me fez acomodar bem. Achada a janela, quase caí, o vento nos empurrou para fora e zuuum, o vento zunia à borda dos ouvidos, já estávamos ali fora no céu limpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;escrito em agosto de 2003&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;do Coisas de Sonho&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6868840187958586846-6434792067122928165?l=disritmiacongenita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/feeds/6434792067122928165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6868840187958586846&amp;postID=6434792067122928165' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default/6434792067122928165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default/6434792067122928165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/2007/06/primeiros-sonhos.html' title='Primeiros Sonhos'/><author><name>André Gurjão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16945259461319883255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_F3FA6FOejhw/RoPXC8QUaII/AAAAAAAAAGE/j72RNbXbZMo/s72-c/1.bmp.gif.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6868840187958586846.post-7411360899955204527</id><published>2007-06-08T16:00:00.000-07:00</published><updated>2007-06-08T16:05:49.213-07:00</updated><title type='text'>o riso e a raiz</title><content type='html'>Aquele dia de quem lhe roeu a face, naquele dia em que eu lhe roí a face. Para frente, para trás e sempre pára no meio. Menor, maior, mas sempre um símbolo de igual ou diferente. A dimensão dos povos e sempre a maioria: para sempre a igualdade que avança macaqueando a impressão do que nós éramos antes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Tudo que eu poderia ser foi absorvido pelo impacto deste momento, pelo impacto de um ponto comprimido numa longínqua reta. Eu sou este território onde me finco, sou seco e abstraído. É como quem não diz nada para frente: permanece sempre igual em um diálogo desabitado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   É quando eu percebo pela primeira vez que este território que me povoa é robusto e árido: faz de mim a mínima flexão que é a vírgula, reinscreve o que era antes multiplicidade em forma de Pena. Faz dos meus substantivos compostos corpos conjugados por sujeitos simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Eu preciso do ar e respiro-me pela falta de espaço. Eu aspiro o vento e arejo meus pulmões com meu sopro tardio. Naquela dimensão perdida que se apelidou de subjetividade, e do que vinha a ser “isto”, e do que eu não fui questionado se era. &lt;br /&gt;Já tinha esquecido do desejo de partir, quando sou eu quem recolhe minha própria raiz e avanço com minha boca sobre o rosto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Eu quero tentar esquecer o que foram por mim. Rost, rost, rost, rostitude: a imagem de quem me enfrenta enquanto tento novamente elucidar o que eu era no rosto de quem ataquei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Quando eu tinha dentes que me roíam o pulsar das carnes não era acostumado a roer o rosto dos outros: foi então que me entregaram ossos para substituir os dentes, chamávamo-los de ferramentas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O que era amizade e companheirismo na verdade eram propósitos. No escuro foi o tempo de afirmar que era eu mesmo quem roia os pulsos, tinha conhecimento disto ao investigar-me profundamente. Era no tempo em que meus dentes não tinham se acostumado a serem o dos outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Foi naquela vez que o rosto me ofereceu gengivas que percebi: há muito não tinha dentes que me servissem. E toda minha inflexão foi um modo de mirar aquele rosto que já não era tão dócil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Tudo naquele quarto escuro, em toda fração que ali se encontrava, tudo ali era intenso, denso e habitado. Se eu fui acostumado a lidar com rostos plastificados, ali, naquele quarto escuro, era tempo suficiente que a sugestão me atacasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   E eu já rosnava como bicho quando aquele rosto confiou-me ser pura luminosidade e imanência. Era a vez que eu lhe cobrisse a face com coisas vivas feito os dentes. &lt;br /&gt;Ainda me desafiou rogando por culpas, enquanto eu lhe rasgava a carne. Já nem sentia o gosto de sangue entre os dentes quando roí a minha própria mão ao imaginar que a minha mão fazia parte daquele rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Demorou até partir pela porta, até ser parido por aquela porta. O tempo se expandiu parecendo que eu teria de roer novamente e novamente as mesmas raízes. A porta estava aberta para mim e eu avancei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Mesmo depois de atacá-la, a face ainda é-me um rosto, mesmo que se constituísse por fragmentos embaralhados. A temperatura dos olhos, o gosto do tato, a cacofonia do nariz, a dimensão do ouvido e o perfume de uma língua se abanando. Todos, tudo, ainda avançam em meu tronco como memória, nestes dias em que meus galhos balançam feito guizos no escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Foi só depois que abandonei a sua figura de controle que percebi que dentro de mim não mais habitava a gargalhada. Avançava para um novo território, mas o que é um riso tímido se não posso gargalhar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Perdi os dois, e ainda o chôro que não vem em socorro, fiz por merecer, por tê-los apelidado de desengonçados. Levaram-me os três em troca de nostalgia e aqui anuncio, para quem quiser ouvir, que não há maior nostalgia do que o futuro. &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ofegava solto desejando-me rir na vastidão. Só buscando o riso que percebi que não era eu quem roia as raízes. Bem mais profundo é ser o próprio machucar que não deseja mais ser habitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Quando eu me cortava, os pulsos diziam-me pare com isso e eu ouvia e revirava os olhos. E o que eu ganhei em troco disso? pernas bambas e um joelho fraco. &lt;br /&gt;Lembro-me que enquanto me feria profundamente com os dentes, um pensamento me escapava: melhor assim do que ferir a maior dimensão que é a própria pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Era melhor entupir-me as veias fazendo zumbir os sentidos. Por vezes, acordava tonto. Roer-me os pulsos, depois de um corte sempre tão extenso, foi o mesmo que sufocar-me no meio da fumaça. Enquanto uma fumaça vinha habitar a profundidade do corte eu via solto, até que esqueci de mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Eu era riso até pouco tempo, posso ainda sentir-lhe na face quando toco meu rosto sem máscaras de conveniência. A profundidade deste meu rosto há muito tempo engoliu a gargalhada à seco, quase já não a lembro que tive gargalhada.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;   Desejo-me sonhar para encontrar o riso, assim também devo encontrar, pela primeira vez, um chôro melancólico. No meu sonho a vida ia ser potente num infinito descampado, se expandindo para frente, mas também para trás e numa sem extensão.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   O rosto que ataquei e roí não era o meu, o ventre que me pariu foi este quarto sombrio e tenebroso. Nasci novamente. Sinto sede da fome, quero o vomitar deste último verme que guardei dentro de mim, saboroso e nutrido como eu sempre o nutri me servirá como o desjejum da partida. Eu quero o gosto da carne e de todas as suas vicissitudes, se parto com este delírio que me deixem ir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6868840187958586846-7411360899955204527?l=disritmiacongenita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/feeds/7411360899955204527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6868840187958586846&amp;postID=7411360899955204527' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default/7411360899955204527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default/7411360899955204527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/2007/06/o-riso-e-raiz.html' title='o riso e a raiz'/><author><name>André Gurjão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16945259461319883255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6868840187958586846.post-7794698688791633846</id><published>2007-06-06T06:57:00.000-07:00</published><updated>2007-06-06T07:18:50.084-07:00</updated><title type='text'>Meu lado debaixo da língua</title><content type='html'>- Machuquei o lado debaixo de minha língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz tanto tempo que escrevo, que digo que escrevo, que já não considero o que escrevo, já não há tanto segredo dito isto tudo. Há tantos outros que escrevem, que dizem que escrevem, que não consideram o que escrevem e não fazem este tipo de perguntas. A síndrome é antiga, mas ao que parece, somente na passada adolescência dei-me conta que eu fui uma criança escrevendo para os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como na quarta-série. Não sei o que há nas crianças, ou mesmo na criança que guarda estas lembranças dentro de mim, mas chego ao ponto de afirmar nesta frase mais longa que as crianças lembram de séries como quem lembram dos anos. A única frase constante que uma criança emite é eu faço tal série. É bem claro que muda de série, mas a criança muda de tamanho, cresce para os lados querendo estabelecer um elo entre ela e as pessoas que ofertam proteção, presentes, sentido. Cresce para cima também, mas na minha baixeza insisti em desejar o dia em que deitaria no banco traseiro do carro e meu corpo ocuparia todo o comprimento, um ato sem prestígio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro vieram as cartas, notadamente as de amor para quem quiser gozar como eu. Franzino, o gordo albino que eu era se apaixonou pela mesma menina que tantos outros meninos se apaixonavam ao mesmo tempo, na mesma série. A diferença, para mim, é que eu tinha as cartas, eu entregava poesias que iam me abandonar e que nunca mais iriam me olhar depois da primeira olhadela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tinha sotaque do Sul. Era morena, tinha castanhos-olhos muito vivos, era magra como não poderia deixar de ser e não tinha nenhum sinal de sensualidade. Ela sentia medo e insegurança ao entrar num colégio desconhecido com numerosos sem-rostos?! Talvez, no início daquela série quando estava pela primeira vez ali no meio da sala. Uma menina do Sul que muda na quarta-série, simultaneamente, de colégio e de Estado sempre guarda um pouco disso para os outros. Depois ficou popular e namorá-la ganhou um som com ares de prestígio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi para ela quem dediquei as primeiras linhas que nunca voltaram. Punha em sua bolsa os papéis-dobrados durante o recreio para dizer o que ela queria escutar e poder lhe assinar: anônimo. Depois acompanhava ela tirar o papel-dobrado e desviava o rosto tentando acompanhar, quase que por frames, os momentos que ela e suas amigas riam e se animavam com seus bilhetinhos, anunciatórios de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu escrevia eu não sei e é óbvio que nunca aconteceu nada entre nós dois. Se eu dissesse que algo tinha acontecido entre nós, o meu leitor não atingiria o clímax que acabei de planejar. Eu sei que também ele é um escritor que escreve, que diz que escreve, que não considera o que escreve, este é o epílogo mais fidedigno de nós: leitores-escritores-privados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem você-escreve, para quem você-lê? Talvez hoje você descubra pela primeira vez que não escreve para si mesmo e nem para os outros e descubra que é preciso partir por um outro porto. Vou lhe poupar de minhas palavras nesta outra parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tenho fungos nas mãos, minhas digitais estão azuis por toda parte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6868840187958586846-7794698688791633846?l=disritmiacongenita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/feeds/7794698688791633846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6868840187958586846&amp;postID=7794698688791633846' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default/7794698688791633846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6868840187958586846/posts/default/7794698688791633846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disritmiacongenita.blogspot.com/2007/06/meu-lado-debaixo-da-lngua.html' title='Meu lado debaixo da língua'/><author><name>André Gurjão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16945259461319883255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
